sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Área destinada à soja deve crescer na região sul



 Área destinada à soja deve crescer na região sul

Aos poucos, a safra de grãos de 2013 começa a tomar forma, com o aparecimento das primeiras áreas semeadas com milho, principalmente no norte do Rio Grande do Sul. Segundo as informações que começam a chegar à Emater/RS-Ascar, o clima reinante entre os produtores para a próxima safra pode ser classificado como de euforia face aos preços registrados recentemente. Há uma expectativa muito forte para que a área destinada à soja registre crescimento em relação ao ano passado, principalmente onde a cultura não é expressiva, como nas regiões Sul, Campanha e Fronteira Oeste. A probabilidade de um clima estável, sem previsão de estiagens, segundo prognósticos da meteorologia, reforça essa tendência.

Conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (2), as baixas temperaturas e a boa umidade do solo têm contribuído para o bom desenvolvimento inicial do trigo, que está, na maioria dos casos (99%), em crescimento vegetativo. Esse período maior de temperaturas baixas dá condições para o acúmulo de reservas pela planta, que poderá proporcionar maior número e tamanho de grãos na espigueta que começa a se formar. As lavouras mais do cedo entram a partir de agora nas fases de floração, perfazendo 1% do total plantado. Atualmente, as práticas culturais continuam sendo de controle de inços, adubação de cobertura e, em algumas áreas, o controle de doenças fúngicas.


A partir de agora, intensifica-se a principal prática cultural da estação fria, que é a poda seca ou de inverno nos parreirais, principalmente nas regiões mais quentes do Estado, como o noroeste e a central. Na serra, tradicionalmente, o ápice desta prática consolida-se no mês de agosto; porém, os viticultores que já estão realizando a poda vêm imprimindo, também, ritmo cadenciado no intuito de postergar ao máximo a instigação da nova brotação e, com isso, fugir dos danos de possíveis geadas tardias.


O retorno de dias frios com formação de geadas e/ou ocorrência de ventos gelados vem retendo o crescimento dos morangueiros, o desenvolvimento das floradas, o vingamento e a formação das frutas, principalmente na Zona Sul e na Serra. Por outro lado, porém, essas mesmas condições são benéficas à moranguicultura para a manutenção da sanidade e isenção do ataque de pragas. Como primeiras consequências, tem-se redução nos custos de produção, no tempo de manejo do pomar e, pós-porteira, ofertando produto ainda mais seguro e salutar.


Pastagens

Com o baixo volume de chuvas, associado às baixas temperaturas e às geadas que ocorreram no último período, as pastagens cultivadas apresentam um desenvolvimento vegetativo muito lento, principalmente o azevém, que teve uma germinação muito tardia e está praticamente paralisado, assim como o campo nativo. Em função de pouca oferta e da baixa qualidade nutricional de pastagens cultivadas, os produtores estão suplementando a alimentação dos animais com silagem e ração em maior quantidade que o normal. Com isso, os custos de produção estão mais altos. Na região de Lajeado, o preço do leite recebido pelo produtor teve um pequeno decréscimo no último mês, porém, as oscilações são atribuídas à redução da qualidade e da quantidade do produto entregue à indústria.

(Diário Popular 02/02/2012 – Pelotas)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Sustentabilidade e irrigação marca lançamento da 35ª Expointer



Sustentabilidade e irrigação marca lançamento da 35ª Expointer

Fonte: Agro Link
O Governo do Estado lançou, nessa terça-feira (31), a 35ª edição da Expointer, que ocorrerá de 25 de agosto a 2 de setembro deste ano, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A cerimônia de lançamento foi realizada no Centro Estadual de Treinamento Esportivo (Cete), em Porto Alegre. O local sediou, entre 1909 e 1972, as primeiras edições desta que se transformou em uma das maiores feiras do mundo voltada ao agronegócio.

Com o tema "Rio Grande mais sustentável, economia mais forte", a feira deste ano ampliará o debate sobre os benefícios da irrigação nas cadeias produtivas do setor primário. Além de palestras, seminários e demonstrações sobre a importância de ampliar a área irrigada nas lavouras gaúchas, a 35ª Expointer terá um espaço reservado à exposição e venda de máquinas e implementos agrícolas destinados à irrigação. Neste local - que será chamado de Quadra da Irrigação -, pelo menos nove empresas que operam a tecnologia apresentarão suas alternativas ao homem do campo.

Ao lembrar os danos causados pela estiagem nas lavouras do Estado, o governador Tarso Genro disse que o Poder Executivo não se omitiu e agiu proativamente durante o período. Segundo Tarso, o Governo estabeleceu interlocuções com todos os setores do agronegócio e encaminhou soluções concretas, como no caso da prorrogação das dívidas dos arrozeiros e no lançamento de programas específicos, como o Mais Água, Mais Renda. "Um dos objetivos é que tenhamos, em quatro anos, o mínimo de 30% da lavoura de milho irrigada. Isso é uma sustentação extraordinária para toda a cadeia produtiva que deriva do milho", projetou.

O chefe do Executivo também reafirmou a disposição do Governo em qualificar a Expointer, ao elaborar, em conjunto com as entidades representativas dos produtores, um projeto de remodelação e reorganização do Parque Assis Brasil. "Desenvolvemos uma grande operação de concertação com a iniciativa privada e órgãos do Estado, para que possamos dotar o Rio Grande de um grande cenário, que é o que todos os produtores merecem".

Segundo o secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), Luiz Fernando Mainardi, duas linhas são trabalhadas neste projeto. "Estamos formatando o modelo de gestão e a forma de financiamento". Considerando a Expointer como "palco da afirmação de nossa produção primária", Mainardi, acredita que a feira continuará crescendo e mantendo, como destaques de vendas, os setores de máquinas e implementos agrícolas, cavalos crioulos e produção da agroindústria familiar. "Os nossos produtos agrícolas e pecuários estão mais valorizados. Os produtores estão estimulados e há financiamentos com recursos baratos, o que cria um ambiente favorável a novos investimentos, o que deve acontecer na Expointer".

Otimismo

Apesar de projetarem maiores dificuldades nos negócios em razão da estiagem, alguns representantes das entidades se mostraram otimistas, como o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers), Claudio Bier. "Tenho certeza de que vamos chegar, no mínimo, ao mesmo número alcançado no ano passado", afirmou, ao declarar que "a irrigação será uma das vedetes dessa Expointer". Já o presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Eduardo Finco, afirmou que a programação intensa da Expointer novamente mostrará o que o Estado tem de melhor em genética de ponta para animais.

Agricultura Familiar

Também projetando um crescimento no volume de negócios, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Elton Weber, comemorou o aumento para 177 estandes no Pavilhão da Agricultura Familiar. "Temos uma perspectiva positiva e otimista". Em sua 14ª edição, o pavilhão organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), MDA, Emater, Fetag, Fetraf e Via Campesina terá duas novidades.

Uma delas será a praça de orgânicos e de cachaça. "A outra será um pavilhão anexo que traz o espaço da agricultura familiar, do cooperativismo, da biodiversidade, da Emater/RS, Ceasa, espaço da comercialização e das escolas rurais", informou o secretário adjunto da SDR, Ronaldo de Oliveira.

35ª Expointer

Programada para os nove dias entre 25 de agosto e 2 de setembro, a maior feira agropecuária da América Latina abrigará 45,3 mil metros quadrados de pavilhões cobertos, 70 mil metros quadradas de área para exposição, sete mil vagas para estacionamento, 19 locais para julgamentos de animais e nove para leilões. Pelo menos 6,2 mil animais já estão inscritos. São esperados 500 mil visitantes.

Mais informações podem ser obtidas pelo site www.expointer.rs.gov.br.


domingo, 29 de julho de 2012

Agora é a vez do Pampa gaúcho - BIOMA PAMPA


Agora é a vez do Pampa gaúcho
Os pesquisadores do Projeto Biomas iniciaram esta semana a busca pela propriedade onde serão desenvolvidos os estudos do Pampa. Eles trabalham na região de Bagé, inserida em uma das mais lindas e características paisagens do Estado. A cidade que completou 201 anos e ainda exibe ares de província, está a 390 quilômetros da capital, Porto Alegre e tem, segundo o último censo do IBGE, 116 mil habitantes.

O Projeto Biomas nasceu da parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Embrapa. A partir das pesquisas que estão sendo realizadas nos seis biomas brasileiros, serão propostos modelos inovadores de produção com o plantio de árvores nas propriedades rurais, além de recuperação das florestas ciliares.

“É uma região onde 60% do PIB vem da agropecuária, especialmente da produção de arroz e da pecuária de corte”, explica o analista da Embrapa Pecuária Sul, Marcelo Pilon. No entanto, a região da campanha (expressão utilizada pelos imigrantes italianos para designar o interior do Estado), também começa a apostar em outras culturas como a vitivinicultura e, mais recentemente, a plantação de oliveiras.

“Nessa fase, considerando, principalmente, tipos de solo, vegetação e sistemas de produção, serão escolhidas e caracterizadas as áreas experimentais e de referência, onde iremos implantar os projetos propostos pelos pesquisadores”, conta o coordenador do Biomas, Gustavo Curcio, da Embrapa Florestas.

Para isso, a equipe começou a visitar algumas propriedades rurais da região. Uma delas foi a fazenda Agropecuária Espantoso, localizada a 40 quilômetros de Bagé. “É interessante fazer pesquisas para ajudar os proprietários rurais. Se é para desenvolver, estamos dispostos a colaborar”, diz Odacir Pillão, proprietário do lugar.

“Uma característica desse bioma é a formação campestre, ou seja, em vez de florestas, há o predomínio de campo. Além disso, percebemos que os proprietários aqui, conservam a mata ciliar. A inserção da árvore associada a alguns sistemas de produção poderá suprir necessidades internas das propriedades rurais”, finaliza a também pesquisadora e bióloga Anette Bonnet.

Assessoria de Comunicação Digital da CNA
Reportagem especial de Larissa Trevisan
(61) 2109-1382
www.canaldoprodutor.com.br

Fonte: Assessoria de Comunicação Digital da CNA

Documentário único, que mostra a fundo como funciona a profissão de ecólogo para preservar o Bioma Pampa em casos de monoculturas. Produzido pela OLHO SELVAGEM PRODUÇÔES, dirigido por Gustavo Arruda, editado por Alexandre de Leon, pesquisador responsável Fabio Mazim e com o veterinário José Bonifacio. Venha conhecer a riqueza da fauna do Rio Grande do Sul !!!

Repercussão da crença popular



Sebastiana diz que na última semana teve fila na porta de sua casa para benzedura de todos os tipos (Foto Gilvan Peters/A Razão)




Repercussão da crença popular

Benzeduras fazem parte da cultura brasileira e são a esperança de muitas pessoas

No último final de semana, o jornal A Razão publicou reportagem especial sobre benzeduras. A matéria repercutiu durante toda a semana e a redação recebeu diversos telefonemas, emails e até mesmo visitas de pessoas querendo saber como encontrar as duas senhoras entrevistadas. Dona Sebastiana Alves de 72 anos e dona Helena Machado de 79 anos são benzedeiras há mais de 30 anos e se utilizam principalmente de arruda e água para realizar os serviços em pessoas, animais e alguns objetos.
Benzedura é o ato de curar uma pessoa doente ou livrar de mal estar aplicando gestos e preces com possíveis poderes ocultos, acompanhados por alguma erva, elemento da natureza e/ou objeto. Em alguns lugares, as pessoas fazem até mesmo filas para receber um passe. Apesar da resistência da ciência oficial, os efeitos das benzeduras são conhecidos há bastante tempo em todo o país. A sabedoria e algumas técnicas dos benzedeiros vêm dos conhecimentos trazidos da África pelos escravos. A sabedoria de cura através de elementos encontrados na natureza ainda são comuns mesmo com o avanço da medicina. Galhos de arruda, água, brasa, tesoura, ervas misturadas em vinho ou cachaça são bastante utilizadas.
Reconhecimento cultural - A professora do curso de História da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Beatriz Weber, fez sua tese de doutorado sobre o universo das formas peculiares de cura. A tese virou o livro Artes de Curar: medicina, religião, magia e positivismo na República Rio- Grandense. Para Beatriz, a medicina formal ainda tem uma série de fatores que não a faz acessível a todos e muitas vezes as doenças possuem fundo psicossomático. Dessa forma, as pessoas acabam procurando um recurso em que elas possam se reconhecer em seu universo cultural, por meio de experiência espiritual, conversa, linguagem acessível ou consolo. Assim, mesmo com recursos desenvolvidos da medicina, a população ainda recorre às benzeduras.
“Essa semana teve até fila”
Em Santa Maria, há um número significativo de benzedores. Alguns são bastante conhecidos e respeitados em suas comunidades, pois conseguem curar e/ou amenizar malefícios. Sebastiana Alves – a Bastiana, é uma dessas pessoas. Moradora do Bairro Caturrita, ela benze desde os oito anos de idade e relata que nunca procurou auxílio ou foi ensinada: “o dom vem na cabeça da gente”. Ela não cobra pelas benzeduras.
Bastiana conta que nesta última semana teve fila de carros na rua da sua casa e que desde que saiu no jornal o movimento aumentou consideravelmente. Ela diz que benzeu de tudo; para viagem, para doença e para amor. “Veio até uma senhora que estava separando do marido. Eu disse para ela não separar porque ela tem o filho para criar e que as brigas iriam passar e não se abandona a casa”, comenta. Dona Bastiana diz que deu uma água doce para a moça e que depois disso ficou tudo bem.
A benzedeira salienta a história de um rapaz que chegou à sua casa com dores de estômago e sem conseguir comer. “Eram duas feridinhas que estavam nascendo no estômago dele, eu receitei um remédio que não tem o sabor muito bom, mas se ele tomasse direitinho ia ficar curado.” Dona Sebastiana divide a casa com quatro cachorros e cinco gatos. Um desses cães chegou a sua casa com sarna e segundo ela, desde que começou a tratar dele com urina e sal a doença está melhorando.
Leitura do reencontro
Na última quinta-feira, quando mais uma vez o telefone da redação do jornal A Razão tocou, do outro lado da linha uma voz eufórica procurava saber sobre as benzedeiras. Desta vez, de uma forma especial. A funcionária pública Lia Mara Santos, queria saber como encontrar a dona Sebastiana, pois há muitos anos queria saber seu paradeiro.
“Não sabíamos se ela estava viva e ficamos muito felizes com a possibilidade de vê-la, tu tens o endereço dela?” De acordo com Lia, a dona Bastiana trabalhou durante muitos anos na residência de sua família e sempre foi muito querida por todos. Ao ficar sabendo da procura, a recíproca foi verdadeira. Dona Bastiana se lembrou de Lia e afirmou que também deseja reencontrar a família. “Eu lembro bem deles e guardei o jornal, eu sempre guardo”, disse Sebastiana. O reencontro proporcionado pela reportagem deve ocorrer nos próximos dias.
Dona Helena está no hospital
A benzedeira Helena Machado, moradora do Bairro Medianeira está hospitalizada desde domingo. De acordo com seu esposo Luiz Alberto Machado, ela pode receber alta até terça-feira, mas depende de como for o final de semana. “Ela está bem, mas não convém vir para casa e os médicos querem observar.” Machado diz que passa os dias no leito com a esposa, mas que quando está em casa, chegam pessoas em busca de benzeduras.
Como encontrar a benzedeira
Dona Sebastiana não cobra pelo serviço e diz que benze para todas as coisas, desde viagens, doenças, dinheiro e até amor. Ela diz que benze para o bem e atende em sua residência, na Rua José Barin – passa o Cemitério do Bairro Caturrita, no entroncamento com Vila Bela União.
(Publicado pelo jornal A Razão – Santa Maria / Postado em 28 / 07 / 2012)



Educação no campo é tema de artigo e leva São Gabriel ao Congresso de Cultura e Educação para Integração da América do Sul




 
Educação no campo é tema de artigo e leva São Gabriel ao Congresso de Cultura e Educação para Integração da América do Sul

SÃO GABRIEL - A realidade de uma escola do campo de São Gabriel foi o tema do Artigo da Pedagoga Lydia Assis Brasil.
O trabalho "Cortando a cerca: Uma Escola do Campo frente à Multiculturalidade Contemporânea" é fruto de um ano de pesquisas sobre as condições de acesso e oportunidades entre a zona rural e urbana. O artigo foi apresentando durante o Congresso de Cultura e Educação para a Integração da América do Sul, que aconteceu de 15 a 20 de julho na Universidade Federal do Paraná. O trabalho foi desenvolvido durante a Especialização em Interdisciplinaridade e Transversalidade, cursada pela professora, na Universidade Federal do Pampa, em São Gabriel.

Durante o Congresso foram debatidos temas como o meio ambiente, políticas públicas, identidade e migração. Ao todo foram organizadas mais de 40 mesas redondas com a participação de 53 debatedores internacionais, 51 nacionais e 37 de Curitiba e Região Metropolitana. O Artigo que representou São Gabriel, foi aplaudido de pé pelos participantes do congresso. "Cortando a Cerca" é o fiel retrato da realidade e das perspectivas futuras das escolas do campo.

No dia 30 de julho, a Pedagoga, Pesquisadora e funcionária Publica que atua na Secretaria Municipal de Educação, Lydia Assis Brasil, novamente com seu artigo, estará representando a cidade, desta vez, na Universidade de Caxias do Sul - UCS onde acontece o IX encontro da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação. A Prefeitura, por meio da SEME dá apoio à iniciativa da pesquisadora.


Sandra Lorenz
Assessoria de Comunicação


(Fonte prefeitura Municipal de São Gabriel)




Seminário da Agroindústria Familiar foi sediado em Frederico Westphalen



Seminário da Agroindústria Familiar foi sediado em Frederico Westphalen

Com a finalidade de promover o desenvolvimento local e de estruturar as agroindústrias familiares no Estado, foi realizado, nessa terça-feira (24), o Seminário Regional da Política Estadual da Agroindústria Familiar. Com a participação de mais de 130 pessoas, o evento oportunizou a reflexão, a informação e a aproximação de agricultores proprietários de agroindústrias familiares, lideranças e movimentos sociais ao Programa da Agroindústria Familiar da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR). O encontro foi realizado no Colégio Agrícola, em Frederico Westphalen.

O evento teve como foco, por meio de palestras, a Política Estadual da Agroindústria Familiar, o fluxo operacional do Programa da Agroindústria Familiar - Sabor Gaúcho e o arranjo produtivo local e as agroindústrias familiares. Na parte da tarde, foram formados grupos de trabalho que desenvolveram temas sobre comercialização, formalização e gestão. Também foram selecionados cinco delegados para representar a região e auxiliar no plano de trabalho com as demandas regionais, com vistas à realização de um Seminário Estadual da Agroindústria Familiar.

O secretário adjunto da SDR, Ronaldo Franco, ressaltou que a agroindústria familiar promove não só a geração de emprego e renda, mas também possibilita oportunidades para a sucessão familiar. Na mesma linha de pensamento, o gerente regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, Milton Rossetto, reforçou que a agroindústria familiar incrementa as economias locais e destacou algumas políticas públicas que abrem postos de comercialização como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Em sua apresentação, o diretor do Departamento da Agroindústria Familiar da SDR, Ricardo Fritsh, apresentou o Programa da Agroindústria Familiar. Ele ponderou junto aos participantes que, em um primeiro momento, os consumidores compram com os olhos e, por isso, além da qualidade do produto, é necessária uma boa apresentação da embalagem e rotulagem, e nisso a SDR e a Emater/RS-Ascar dão apoio por meio do Programa. Segundo Fritsh, o RS tem mais de 7.600 agroindústrias na informalidade. A meta até 2014 é trazer 2.000 agroindústrias familiares para a formalidade. Hoje, na região do Médio Alto Uruguai, existem 34 agroindústrias cadastradas no Programa.

Entre as ações do Programa da Agroindústria Familiar estão o apoio à implantação e à legalização; a concessão do direito do uso do selo Sabor Gaúcho; a assistência técnica e extensão rural, essa realizada pela Emater/RS-Ascar; o apoio na comercialização por meio de feiras, eventos, pontos de venda e mercados institucionais; qualificação profissional; confecção de rótulos; e placas indicativas de trânsito, visando à divulgação das agroindústrias.

Para validar a importância da agroindústria familiar, o diretor da SDR apresentou os resultados de uma pesquisa feita pelo Ministério da Integração, em 2004, nos três Estados do Sul. “Em 74% das propriedades com agroindústrias familiares não ocorreu migração de nenhum membro para o meio urbano. E, em 37% dos casos, aconteceu a migração de volta para o meio rural de indivíduos do grupo doméstico que estavam na cidade”, finalizou.

Na oportunidade, a assistente técnica regional da Emater/RS-Ascar, Doriana Miotto, que é coordenadora regional do setor da Agroindústria pela Instituição, apresentou o fluxograma e os trâmites que as agroindústrias familiares precisam seguir para se cadastrarem no Programa. Entre os pré-requisitos estão os cursos de Boas Práticas de Fabricação, de Gestão e de Processamento de Alimentos.

Os participantes assistiram ainda à palestra do professor e doutor em Desenvolvimento Rural Sustentável, Arlindo Jesus Prestes de Lima, sobre Arranjo Produtivo Local (APL) e agroindústrias familiares. Ele fez um resgate histórico, falou da formação dos municípios e da dinâmica agrária. Entre os desafios estão conciliar formalização e a viabilidade econômica e financeira.

Durante o Seminário, três agroindústrias de Frederico Westphalen receberam o certificado de inclusão ao Programa, são elas: Produtos Magalscki, Casa do Mel Gaitcoski e Rapaduras Vitalli.

Para Albino Gaitcoski, da agroindústria Casa do Mel, o evento foi proveitoso. “Foi muito produtivo e a gente leva conhecimento”, disse ele. A sua agroindústria conta com o trabalho de quatro pessoas da família. Na última safra a produção foi de cinco mil quilos de mel.

Após as apresentações dos trabalhos dos grupos que trataram da formalização, gestão e comercialização, ficaram definidos como delegados da região: Vilmar da Silva Pias, Salete Maria Romitti, Diego Monteiro, Selvino Kosvoski, Wagner Rogério Bohn, Arni Nelson Hoffmann. 
(Jornal O Nacional - Passo Fundo / Publicado em 25/07/2012 13:34:07)